terça-feira, 6 de abril de 2010

Jogar à bola

Desde muito pequeno que gosto de "jogar à bola", como acontece com muitos e muitos miúdos. Continuo a jogar, com alguma regularidade, umas "futeboladas" com amigos e colegas.
Às vezes, dou por mim a apreciar a forma como jogamos. Temos um pouco de "loucos", para quem está apenas a praticar um pouco de desporto. Não ganhámos nada, não estamos a participar em nenhum torneio, não estamos a treinar ou a tentar agradar ao treinador, mas mesmo assim, ninguém gosta de perder. Vejo todos os jogadores, com mais ou menos jeito para a coisa, a dar o máximo, como se estivesse a disputar uma final. Eu não fujo à regra. Depois de entrar em campo, parece que entro noutra dimensão.
Hoje em dia, os movimentos já não respondem tão bem aos pensamentos (não porque se tenham degradado, simplesmente porque os pensamentos têm evoluído mais...hehe). Mas lá se continua a disputar os lances como um verdadeiro profissional!
Nos vários anos que já "jogo à bola" tive várias oportunidades e motivos para deixar de o fazer, mas o "bichinho" está sempre presente e é sempre mais forte. Estou a referir-me a algumas lesões que tive. Algumas que ainda me lembro:

> Sem exagerar, mais de 20 vezes o pé torcido, principalmente o direito. Umas mais graves que outras. Algumas obrigaram a imobilização por alguns dias e muito, muito gelo.

> Ainda quando federado, a jogar futebol de 11, um "piton" da chuteira perfurou-me o tornozelo (2 meses sem jogar). Dores terríveis no dia seguinte (no momento, o sprey milagroso resolvia tudo). Mas naquele momento do jogo, acho que não deveria ter continuado. Lembro-me perfeitamente...enfim. A marca ainda cá está e cá vai ficar.

> Dedo polegar deslocado ao defender um bola, armado em guarda redes. Depois, mais parecia que tinha 2 dedos polegares...inchou, inchou, inchou...nem o movia e não podia tocar-lhe. Mas pior foi o aspecto com que ficou, quase preto...um aspecto mesmo podre.

> Cabeça partida ao disputar um lance de cabeça com outro jogador. Aqueles lances sempre interessantes de cabeça contra cabeça. Arrepiante, mas não foi grave.

> A jogar futsal, ruptura do tendão de aquiles. Esta foi, talvez, a maior dor que senti até hoje e foi também a lesão mais grave até hoje. Ainda por cima, é algo que, normalmente, acontece sem ninguém nos tocar...como aconteceu comigo. Mais 2 anos sem jogar (1 a recuperar e outro com medo de jogar).

> Mais recentemente, a jogar futebol de 7, num torneio, um piton "em cheio" na canela (esqueci-me das caneleiras!). Mais uma dor terrível e mais uma recuperação algo complicada. A marca ainda cá está e cá vai ficar.

> Outras, menos graves: "boladas em cheio" na cara. Remates "violentos nas coxas ou mesmo nas partes baixas (nada, nada, nada agradável), "pisadelas" dos pés (então quando são aqueles "brutamontes" de cento e muitos quilos), unhas partidas ou pisadas, pisaduras que só reparámos no dia seguinte e não sabemos como as fizemos, ...

Eu sei que existiram bastantes mais, mas agora não me recordo. Mas também já me parece suficiente para concluir que somos um pouco "loucos" na forma como jogámos e por continuarmos a gostar de jogar como em miúdo.
Esta é a minha história "futebolesca" mas quase todas são assim, umas com lesões mais graves que outras.
Não dá para explicar e, certamente, muitos dos que estão a ler isto, sentem o mesmo. Verdade? Dá-nos um gozo!

E sim, já tentei substituir o futebol por outro desporto com menos probabilidade de me lesionar. Natação, ténis, basquetebol, judo, bicicleta, foram algumas das tentativas, mas durou pouco tempo...ou não conseguem substituir.

Bons Jogos!!!

Vou, mas volto!

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