terça-feira, 23 de março de 2010

Acordar cedo é mesmo F.

Acordar cedo deveria ser proibido. Não faz sentido. Nunca gostei de acordar cedo. Mas tenho de o fazer. A luta é diária. Mas o despertador ganha sempre. Quando falo com alguém sobre o não gostar de acordar cedo, toda a gente tem a sua teoria. Algumas que me lembro:

1) "Tens de te deitar cedo!". (Já tentei, mas a dificuldade mantém-se...e não gosto de me deitar cedo)
2) "Tens de te levantar sempre à mesma hora!". (Isso já eu faço...excepto ao fim de semana. Queria era que não custasse tanto)
3) "Tens de dormir mais horas!". (Também já tentei. Não custa tanto levantar, mas durante o dia parece que ando sempre com sono)
4) "Tens de dormir menos horas!". (Esta não percebo. Menos horas? Devem é estar malucos)
5) "Isso depende de cada um!". (Ok, obrigado pela ajuda)
6) "Tens de te levantar ao fim de semana à mesma hora dos outros dias, para habituares o corpo!". (Habituar o quê? Só faltava mais essa. Tenho hipótese de não acordar cedo e ia agora acordar mais cedo para quê? Para me convencer que não gosto de acordar cedo? Já estou convencido.)

Acho que já é crónico...não há nada a fazer.

Outra dificuldade, associada a não gostar de acordar cedo, é não ouvir o despertador. Não é sempre, mas às vezes não ouço nenhum dos 2 despertadores que utilizo. Às vezes são 3. Depois, lá me acordam com um pontapé. Já tentei várias alternativas, como colocar os despertadores a uma distancia tal que não lhe chegue sem me levantar. Mas acho que incomoda mais as outras pessoas do que a mim. Nessas situações, acordo, não abro os olhos, levanto-me, desligo o despertador e deito-me...até voltar a tocar. Mas recebi mais uma possível solução, tecnologia avançada...gentilmente enviada por um amigo. Não me parece que seja uma coisa agradável, mas tenho a certeza que me esquecia de estar a acordar cedo.



Vou, mas volto!

segunda-feira, 22 de março de 2010

Água, o Ouro do Futuro. Será?

E porque hoje (22 de Março) é o dia mundial da água, deixo-vos aqui com o Water Boy.



Não vou escrever aqui mais uma lista de dicas para poupar água, porque já todos lemos ou ouvimos em algum lado. O problema é que nos esquecemos... de as cumprir! Mas se quiserem relembrar, aqui têm a informação suficiente.

Vou, mas volto!

Afinal, qual é a fórmula?

Mais um momento hilariante na nossa assembleia, protagonizado pelo Sr. Gama e o Sr. Trocado. Será que é assim que o homem se chama? Senhoras leitoras, Senhores leitores, também não sei mas também não interessa...



Para a próxima que leve escrito na mão ou então um pequeno "copianço". Uma ajudinha:
1º passo - Levantar-me;
2º passo - Tirar as mãos dos bolsos;
3º passo - Dirigir-me ao Sr. Presidente dizendo "Sr. Presidente";
4º passo - Dirigir-me aos Srs. Deputados dizendo "Senhoras e Senhores Deputados".

Será que chega?
Outra sugestão é escrever, como trabalho para casa (TPC), 100 vezes a fórmula. Deve chegar para não esquecer.
Esta é a chave!!! Mais nada!
O conteúdo já não interessa...só é preciso dizer isso bem.

Vou, mas volto!

sexta-feira, 19 de março de 2010

SWR Barroselas Melalfest

Admiro e gosto de ouvir vários estilos de música, mas um dos que mais gosto é o Metal. Dedicado a esse género de música, temos em Portugal o SWR Barroselas Metalfest, um dos melhores festivais nacionais, cada vez mais conhecido e reconhecido a nível nacional e internacional. Os organizadores também fazem por isso...não tenho dúvidas. Conheço este festival desde a sua nascença até aos dias de hoje. Nas primeiras edições tive uma participação muito activa, nos últimos nem por isso. Mas o "bichinho" ficou e tento sempre participar, colaborando em algumas das muitas actividades que envolvem a realização de um evento como este.
A sustentabilidade deste festival foi-se dando de ano para ano, com pequenos passos, com aprendizagem e experiência de edições anteriores e com muita dedicação dos principais organizadores. Foram já centenas de bandas que passaram pelos palcos deste festival, realizado na pequena mas acolhedora vila de Barroselas, nos arredores de Viana do Castelo. A 13ª edição deste festival é já nos próximos dias 30 de Abril a 2 de Maio.

Ficam aqui alguns contactos onde encontram toda a informação sobre este festival.
website:
www.swr-fest.com
www.swr-inc.net

myspace:
www.myspace.com/swr_fest

Ficam aqui duas das bandas que mais aprecio e que vão estar este ano no SWR.

Orphaned Land - "Sapari"


KREATOR - "Hordes Of Chaos"

Vou, mas volto!

domingo, 14 de março de 2010

Vai-se Andando

Aproveitei este fim-de-semana para ir ao teatro, mais propriamente, teatro cómico. Já há algum tempo que não o fazia...
Fui ver uma peça que dá pelo nome de "Vai-se Andando", interpretada por José Pedro Gomes. A qualidade e as risadas estavam garantidas. E, de facto, valeu a pena. J. P. Gomes interpreta um monólogo onde nos coloca a olhar para nós próprios, os portugueses. Características que distinguem os "portugas", como manias, tiques, comida, sexo, preconceitos, clima, trabalho e muito mais é abordado durante, aproximadamente, 1h50. Sempre sob o olhar atento de um gigantesco e insuflável galo de Barcelos que, à sua maneira, ia dando "umas picadas" no monólogo que ali estava sendo feito.
O que menos gostei foram as referências geográficas que iam sendo feitas nos textos apresentados. Basicamente, referências para lisboeta ouvir. Não custava nada adaptar os textos ao local onde a peça vai sendo apresentada. Tinha mais piada e evitava a sensação de "pack" feito para passar em Lisboa e que, por acaso, vai passando no resto do país. Fora isso, tudo bem!

Aproveitem para ver, se quiserem descontrair e rir com as peripécias dos "tugas".



Vou, mas volto!

terça-feira, 9 de março de 2010

Liberta-nos...

Recebi, recentemente, um daqueles muitos e-mails de amigos que acabámos sempre por ver e/ou ler...nem que seja guardado para ver mais tarde...

Achei o seu conteúdo interessante e fui procurar o autor do texto referenciado nesse e-mail.
O texto chamava-se "Foda-se" e o seu autor é Millôr Fernandes, desenhista, humorista, dramaturgo, escritor e tradutor brasileiro.

Com algumas adaptações feitas por mim para o "português de Portugal", aqui fica o texto:


O nível de stress de uma pessoa é inversamente proporcional a quantidade de FODA-SE! que ela diz.
Existe algo mais libertário do que o conceito do FODA-SE!?

O FODA-SE! aumenta a minha auto-estima, torna-me uma pessoa melhor.
Reorganiza as coisas. Liberta-me.

Não queres sair comigo? Então FODA-SE!.
Vais querer decidir e fazer essa merda sozinho(a)? Então FODA-SE!.

O direito ao FODA-SE! deveria estar assegurado na Constituição Nacional.

Os palavrões não nasceram por acaso. São recursos extremamente válidos e criativos para dotar o nosso vocabulário de expressões que traduzem com maior fidelidade os nossos mais fortes e genuínos sentimentos. É o povo a fazer a sua língua. Como o Latim Vulgar, será esse o Português Vulgar que vingará plenamente um dia.

“COMÓ CARALHO”, por exemplo. Que expressão traduz melhor a ideia de muita quantidade do que “COMÓ CARALHO”? “COMÓ CARALHO” tende para o infinito, é quase uma expressão matemática. A Via-Láctea tem estrelas “COMÓ CARALHO”, o Sol é quente “COMÓ CARALHO”, o universo é antigo “COMÓ CARALHO”, eu gosto de cerveja “COMÓ CARALHO”, Aquela gaja é boa “COMÓ CARALHO”!

No género do “COMÓ CARALHO”, mas, no caso, expressando a mais absoluta negação, está o famoso NEM QUE TE FODAS!. O Não, não e não! e tampouco o nada eficaz e já sem nenhuma credibilidade Não, absolutamente não! o substituem.

O NEM QUE TE FODAS! é irretorquível, e liquida o assunto.
Liberta-te, com a consciência tranquila, para outras actividades de maior interesse na tua vida.
O teu filho pediu-te o carro emprestado para sair?
Não percas tempo nem paciência. Solta logo um definitivo presta atenção, filho querido, NEM QUE TE FODAS!. O impertinente desaparece, imediatamente, e vai pró shopping encontrar-se com os amigos…

Há outros palavrões igualmente clássicos. Pensa na sonoridade de um PUTA-QUE-PARIU!, ou seu correspondente PUTA-QUE-O-PARIU!, falados assim, cadenciadamente, sílaba por sílaba... Diante de uma notícia irritante qualquer PUTA-QUE-O-PARIU! dito assim, coloca-te outra vez nos eixos.

E o que dizer do famoso VAI LEVAR NO CU!? e a sua maravilhosa e reforçada derivação VAI LEVAR NO OLHO DO CU!. Já imaginaste o bem que alguém faz a si próprio e aos seus quando, passado o limite do suportável, se dirige ao canalha de seu interlocutor e solta: Chega! VAI LEVAR NO OLHO DO CU!.

Pronto, retomaste as rédeas da tua vida, a tua auto-estima. Desabotoa a camisa e sai à rua, o vento a bater na cara, olhar firme, cabeça erguida, um delicioso sorriso de vitória.

E seria tremendamente injusto não registar aqui a expressão de maior poder de definição do Português Vulgar: FODEU-SE!. e a suas derivações mais avassaladoras ainda: FODEU-SE DE VEZ! ou JÁ SE FODEU!. Conheces definição mais exacta, pungente e arrasadora para uma situação que atingiu o grau máximo imaginável de ameaçadora complicação?
Expressão, inclusive, que uma vez proferida, insere o seu autor num oportuno contexto interior de alerta e autodefesa. Algo assim como quando estás a conduzir bêbado, sem documentos do carro e sem carta de condução e ouves uma sirene de polícia atrás de ti a mandar-te parar: O que dizes? JÁ ME FODI!.

Acrescento ainda:
O que achas da crise actual? Grande FODA!
O que pensas nas medidas do PEC? PUTA-QUE-PARIU! Vamos todos LEVAR NO CU! Roubam-nos COMÓ CARALHO! PUTA-QUE-PARIU este país.

Mas FODA-SE!
Eu acredito…talvez um dia voltaremos a ser aquele grande país que já fomos.
Um país do CARALHO!

segunda-feira, 8 de março de 2010

A Nossa Selecção...ou talvez não!

Foi com muito desagrado que vi e ouvi os apupos à nossa selecção na passada Quarta-feira 03 de Março, contra a China.
Primeiro, a nossa selecção não pode ser vista como o nosso clube, em que por muito pouco que seja, sofremos do “síndrome da clubite”, acabando por perder algum discernimento quando avaliamos as exibições.
Segundo, estávamos a ver apenas um jogo de preparação para o mundial e como simples jogo de preparação, sabemos que se vai preparar algo, testar vários jogadores, várias tácticas, métodos de jogo, … alguma dúvida?
Como já ouvi, “Paguei bilhete!”. Ok, mas não é o pagamento do bilhete que faz com que o jogo deixe de ser de preparação, verdade? Se não queriam correr esse risco, simplesmente não deveriam ter aparecido no estádio…era um favor que faziam.
Mas o mais ridículo que ouvi, foi exigirem ao seleccionador um pedido de desculpas ao adepto (!!!) Desculpas de quê? Por ter ganho? Por não golear? Por ter feito experiências num jogo de preparação? Enfim…

FORÇA PORTUGAL!!!

Vou, mas volto!

sexta-feira, 5 de março de 2010

TUDO BEM?

Quantas vezes ouviram a pergunta "Tudo bem?"? Certamente, muitas, muitas e muitas vezes. E quantas vezes repararam que essa pergunta foi, simplesmente, utilizada como desbloqueador de conversa? Quantas vezes repararam que as pessoas que fazem essa pergunta não estão, minimamente, preocupadas com a resposta que vão receber? Certamente, muitas, muitas e muitas vezes.
A essas pessoas gostaria de responder com a letra e música de uma banda brasileira de Punk Rock que descobri à cerca de 10-12 anos e que acabei por me tornar grande apreciador: Garotos Podres. Esta banda já tem uns aninhos (formaram-se em 1982), mas mantêm-se no activo, apesar de não viveram da música a 100%.

- Oi, tudo bem?
- Tudo Bem...
...Fora o tédio que me consome,
todas as 24 horas do dia,
fora a decepção de ontem a decepção de hoje,
e a desesperança crônica no amanhã,
tenho vontade de chorar,
raiva de não poder,
quero gritar até ficar rouco,
quero gritar até ficar louco,
isso sem contar com a ânsia de vômito,
reação a tal pergunta idiota
...Fora tudo isso, tudo bem.




Vou, mas volto!

segunda-feira, 1 de março de 2010

Medo ou Respeito?

Ia eu, no meu carrito, a ouvir o programa Indigente, na Ant3na (com o Carlos Calado e o José Luís Peixoto), numa Segunda-feira à noite quando, de repente, sou obrigado a travar e mesmo a parar num daqueles semáforos de controlo de velocidade. Até aqui tudo normal, apesar de àquela hora não ser assim tão normal os semáforos serem accionados.
Naquela pausa, a minha atenção tornou-se ainda maior sobre o que estava a ouvir na rádio. Naquele momento, estava o J. L. Peixoto a declamar um dos muitos poemas que ele costuma levar ao programa, por sinal, sempre interessantes e curiosas escolhas.
Passado alguns momentos, talvez um ou dois minutos… retomo, novamente, a minha atenção para a condução e para o que se passava. Tinha 2 ou 3 carros à minha frente. Na faixa ao lado, à direita, mais alguns carros. O estranho é que estavam todos, ou quase todos, a esbracejar e eu sem perceber muito bem o que ali se passava. Quando tento decifrar o porquê daquela revolta, vejo então que o semáforo continuava vermelho, não só para os veículos mas também para os passageiros. Simplesmente, bloqueou! Mas então porque é que as pessoas não avançavam com os seus carros? Ainda por cima, estávamos num simples semáforo de controlo de velocidade. Reparo então que na faixa do lado direito, o carro imediatamente antes do semáforo era o carro da…GNR! Pois é, será que foi por uma questão de respeito pela autoridade que o pessoal não avançou ou foi puro medo? Eu acredito mais na segunda opção…
Passado alguns segundos, o carro da polícia começa a andar, lentamente. Deu para perceber que nem no acelerador carregou, simplesmente largou o pé do travão. Encostou, poucos metros à frente, à direita. Este acto do agente da GNR foi como o sinal de partida para a prova que iria decidir o vencedor de uma das muitas corridas de automóveis que existem por esse mundo fora, tal foram os arranques e acelerações desenfreados dadas àqueles carros que circulavam à minha frente. Mas, estávamos numa simples estrada de acesso local. Daí eu não acreditar que tenha sido por respeito que as pessoas não avançaram quando estavam todos parados. Foi, simplesmente, por medo...porque o respeito, ou a falta de respeito, foi demonstrado quando agiram daquela forma, depois da autoridade “autorizar” a passar o sinal vermelho. Eu, continuei...sintonizado naqueles sons da rádio...a caminho de casa.

Vou, mas volto!