Ia eu, no meu carrito, a ouvir o programa Indigente, na Ant3na (com o Carlos Calado e o José Luís Peixoto), numa Segunda-feira à noite quando, de repente, sou obrigado a travar e mesmo a parar num daqueles semáforos de controlo de velocidade. Até aqui tudo normal, apesar de àquela hora não ser assim tão normal os semáforos serem accionados.
Naquela pausa, a minha atenção tornou-se ainda maior sobre o que estava a ouvir na rádio. Naquele momento, estava o J. L. Peixoto a declamar um dos muitos poemas que ele costuma levar ao programa, por sinal, sempre interessantes e curiosas escolhas.
Passado alguns momentos, talvez um ou dois minutos… retomo, novamente, a minha atenção para a condução e para o que se passava. Tinha 2 ou 3 carros à minha frente. Na faixa ao lado, à direita, mais alguns carros. O estranho é que estavam todos, ou quase todos, a esbracejar e eu sem perceber muito bem o que ali se passava. Quando tento decifrar o porquê daquela revolta, vejo então que o semáforo continuava vermelho, não só para os veículos mas também para os passageiros. Simplesmente, bloqueou! Mas então porque é que as pessoas não avançavam com os seus carros? Ainda por cima, estávamos num simples semáforo de controlo de velocidade. Reparo então que na faixa do lado direito, o carro imediatamente antes do semáforo era o carro da…GNR! Pois é, será que foi por uma questão de respeito pela autoridade que o pessoal não avançou ou foi puro medo? Eu acredito mais na segunda opção…
Passado alguns segundos, o carro da polícia começa a andar, lentamente. Deu para perceber que nem no acelerador carregou, simplesmente largou o pé do travão. Encostou, poucos metros à frente, à direita. Este acto do agente da GNR foi como o sinal de partida para a prova que iria decidir o vencedor de uma das muitas corridas de automóveis que existem por esse mundo fora, tal foram os arranques e acelerações desenfreados dadas àqueles carros que circulavam à minha frente. Mas, estávamos numa simples estrada de acesso local. Daí eu não acreditar que tenha sido por respeito que as pessoas não avançaram quando estavam todos parados. Foi, simplesmente, por medo...porque o respeito, ou a falta de respeito, foi demonstrado quando agiram daquela forma, depois da autoridade “autorizar” a passar o sinal vermelho. Eu, continuei...sintonizado naqueles sons da rádio...a caminho de casa.
Vou, mas volto!
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