Querem música mais atual?
"Tiveste gente de muita coragem
E acreditaste na tua mensagem
Foste ganhando terreno
E foste perdendo a memória
Já tinhas meio mundo na mão
Quiseste impor a tua religião
E acabaste por perder a liberdade
A caminho da glória
Ai, Portugal, Portugal
De que é que tu estás à espera?
Tens um pé numa galera
E outro no fundo do mar
Ai, Portugal, Portugal
Enquanto ficares à espera
Ninguém te pode ajudar
Tiveste muita carta para bater
Quem joga deve aprender a perder
Que a sorte nunca vem só
Quando bate à nossa porta
Esbanjaste muita vida nas apostas
E agora trazes o desgosto às costas
Não se pode estar direito
Quando se tem a espinha torta
Ai, Portugal, Portugal
De que é que tu estás à espera?
Tens um pé numa galera
E outro no fundo do mar
Ai, Portugal, Portugal
Enquanto ficares à espera
Ninguém te pode ajudar
Fizeste cegos de quem olhos tinha
Quiseste pôr toda a gente na linha
Trocaste a alma e o coração
Pela ponta das tuas lanças
Difamaste quem verdades dizia
Confundiste amor com pornografia
E depois perdeste o gosto
De brincar com as tuas crianças
Ai, Portugal, Portugal
De que é que tu estás à espera?
Tens um pé numa galera
E outro no fundo do mar
Ai, Portugal, Portugal
Enquanto ficares à espera
Ninguém te pode ajudar
Ai, Portugal, Portugal
De que é que tu estás à espera?
Tens um pé numa galera
E outro no fundo do mar
Ai, Portugal, Portugal
Enquanto ficares à espera
Ninguém te pode ajudar"
Jorge Palma
terça-feira, 1 de novembro de 2011
terça-feira, 26 de julho de 2011
Na minha próxima vida... (por Woody Allen)
«Na minha próxima vida, quero viver de trás prá frente.
Começar morto, para despachar logo o assunto. Depois, acordar num lar de idosos e ir-me sentindo melhor a cada dia que passa.
Ser expulso porque estou demasiado saudável, ir receber a reforma e começar a trabalhar, recebendo logo um relógio de ouro no primeiro dia.
Trabalhar 40 anos, cada vez mais desenvolto e saudável, até ser jovem o suficiente para entrar na faculdade, embebedar-me diariamente e ser bastante promíscuo.
E depois, estar pronto para o secundário e para a primária, antes de me tornar criança e só brincar, sem responsabilidades. Aí torno-me um bebé inocente até nascer.
Por fim, passo nove meses flutuando num "spa" de luxo, com aquecimento central, serviço de quarto à disposição e com um espaço maior por cada dia que passa, e depois - "Voilà!" - desapareço num orgasmo.»
Woody Allen
Começar morto, para despachar logo o assunto. Depois, acordar num lar de idosos e ir-me sentindo melhor a cada dia que passa.
Ser expulso porque estou demasiado saudável, ir receber a reforma e começar a trabalhar, recebendo logo um relógio de ouro no primeiro dia.
Trabalhar 40 anos, cada vez mais desenvolto e saudável, até ser jovem o suficiente para entrar na faculdade, embebedar-me diariamente e ser bastante promíscuo.
E depois, estar pronto para o secundário e para a primária, antes de me tornar criança e só brincar, sem responsabilidades. Aí torno-me um bebé inocente até nascer.
Por fim, passo nove meses flutuando num "spa" de luxo, com aquecimento central, serviço de quarto à disposição e com um espaço maior por cada dia que passa, e depois - "Voilà!" - desapareço num orgasmo.»
Woody Allen
sábado, 2 de julho de 2011
Chovem pais e filhos sobre os campos...
"Chovem pais e filhos sobre os campos,
terrenos de árvores húmidas, outono.
Os pais tentam sempre proteger os filhos,
essa é a natureza que corre nas árvores,
essa é a lei e esse é o sentido. É outono
e não poderia ser outra estação, começou
o frio e a fome, olho a força dos campos
pela janela submersa deste último outono
e compreendo por fim a minha idade:
chovem pais e filhos de mãos dadas.
Lá longe, sou pai. Lá longe, sou filho."
(JOSÉ LUÍS PEIXOTO, in "Gaveta de Papéis"/ Edições Quasi)
terrenos de árvores húmidas, outono.
Os pais tentam sempre proteger os filhos,
essa é a natureza que corre nas árvores,
essa é a lei e esse é o sentido. É outono
e não poderia ser outra estação, começou
o frio e a fome, olho a força dos campos
pela janela submersa deste último outono
e compreendo por fim a minha idade:
chovem pais e filhos de mãos dadas.
Lá longe, sou pai. Lá longe, sou filho."
(JOSÉ LUÍS PEIXOTO, in "Gaveta de Papéis"/ Edições Quasi)
segunda-feira, 6 de junho de 2011
Linhas sobre a Cerveja
"Cheio de espuma e âmbar misturados
Esvaziarei este copo novamente
Visões as mais hilariantes embarafustam
Pela alcova de meu cérebro
Pensamentos os mais curiosos fantasias as mais extravagantes
Ganham vida e se dissipam;
O que me importa o passar das horas?
Hoje estou tomando cerveja."
Poema de Edgar Allan Poe
Vou, mas volto!
Esvaziarei este copo novamente
Visões as mais hilariantes embarafustam
Pela alcova de meu cérebro
Pensamentos os mais curiosos fantasias as mais extravagantes
Ganham vida e se dissipam;
O que me importa o passar das horas?
Hoje estou tomando cerveja."
Poema de Edgar Allan Poe
Vou, mas volto!
quinta-feira, 5 de maio de 2011
Falando de Política
Falando de política...
Antes de mais, não sou militante de qualquer partido.
Já votei em diversos partidos. Para mim a política não pode ser vista como futebol, em que somos de um clube e nunca mudamos.
Se quiser ser coerente com o que oiço e leio quase todos os dias, chego facilmente à conclusão que nenhum dos partidos, com representação parlamentar, merece o meu voto.
São já vários os anos, e principalmente os mais recentes, em que o que se discute no nosso país são simples "guerrilhas partidárias" e "guerrilhas pessoais" sem qualquer interesse para o comum cidadão. Isso não é política nem é representar os cidadãos.
Vou votar.
Não vou votar em branco.
Vou votar num partido. Sim! Porque ainda existem outros partidos no nosso país. Alguns deles com ideias bem claras, com ideias sustentadas, sem serem "políticos profissionais".
Não estão sempre a criticar os mesmos políticos?
Então porque votam sempre nos mesmos?
Investiguem os novos/pequenos partidos. Leiam os programas eleitorais e por fim decidam. Mas não votem sempre nos mesmos! Não faz qualquer sentido se estão descontentes com o que têm.
Claro que a comunicação social é muito forte, afunila as escolhas de muita gente e influência-nos cada vez mais. Mas hoje em dia, felizmente, temos outros meios (como este) para termos mais informação sobre tudo, incluindo os partidos. Não esperem por aquilo que vos entra pelos olhos dentro na TV todos os dias...pesquisem, analisem e escolham.
Foi o que eu fiz nas últimas legislativas.
Nas próximas eleições legislativas vou votar num novo partido (no mesmo que votei nas legislativas anteriores).
Vou votar no MEP (Movimento Esperança Portugal).
Façam a vossa escolha, mas não sejam "ovelhinhas"...se realmente querem mudar alguma coisa.
Acima de tudo, votem!
Antes de mais, não sou militante de qualquer partido.
Já votei em diversos partidos. Para mim a política não pode ser vista como futebol, em que somos de um clube e nunca mudamos.
Se quiser ser coerente com o que oiço e leio quase todos os dias, chego facilmente à conclusão que nenhum dos partidos, com representação parlamentar, merece o meu voto.
São já vários os anos, e principalmente os mais recentes, em que o que se discute no nosso país são simples "guerrilhas partidárias" e "guerrilhas pessoais" sem qualquer interesse para o comum cidadão. Isso não é política nem é representar os cidadãos.
Vou votar.
Não vou votar em branco.
Vou votar num partido. Sim! Porque ainda existem outros partidos no nosso país. Alguns deles com ideias bem claras, com ideias sustentadas, sem serem "políticos profissionais".
Não estão sempre a criticar os mesmos políticos?
Então porque votam sempre nos mesmos?
Investiguem os novos/pequenos partidos. Leiam os programas eleitorais e por fim decidam. Mas não votem sempre nos mesmos! Não faz qualquer sentido se estão descontentes com o que têm.
Claro que a comunicação social é muito forte, afunila as escolhas de muita gente e influência-nos cada vez mais. Mas hoje em dia, felizmente, temos outros meios (como este) para termos mais informação sobre tudo, incluindo os partidos. Não esperem por aquilo que vos entra pelos olhos dentro na TV todos os dias...pesquisem, analisem e escolham.
Foi o que eu fiz nas últimas legislativas.
Nas próximas eleições legislativas vou votar num novo partido (no mesmo que votei nas legislativas anteriores).
Vou votar no MEP (Movimento Esperança Portugal).
Façam a vossa escolha, mas não sejam "ovelhinhas"...se realmente querem mudar alguma coisa.
Acima de tudo, votem!
sábado, 30 de abril de 2011
A palavra da moda...
A palavra da moda:
TROIKA (com K!), porque troica, como existe em português, deve ser foleiro...
Quem vai gerir o dinheiro do empréstimo da troica? Os mesmos que estouraram o que havia e o que não havia até ao momento?
Acho que acabei de fazer uma pergunta estúpida.
Vou, mas volto!
TROIKA (com K!), porque troica, como existe em português, deve ser foleiro...
Quem vai gerir o dinheiro do empréstimo da troica? Os mesmos que estouraram o que havia e o que não havia até ao momento?
Acho que acabei de fazer uma pergunta estúpida.
Vou, mas volto!
quinta-feira, 28 de abril de 2011
sexta-feira, 22 de abril de 2011
Nós não deixaremos de lutar...
Há já algum tempo que cá não voltava...
Volto por uma razão triste. Volto para lembrar e homenagear uma pessoa que morreu ontem (21/04/2011). Refiro-me ao Zé Leonel (co-fundador dos Xutos e Ex-Votos).
Faço questão de relembrar este músico aqui no meu blogue porque foi um daqueles músicos que eu comecei a ouvir e que contribuiu para que até hoje eu continue a ser um grande admirador da música.
Infelizmente nunca vi nenhum concerto dele ao vivo.
Aqui fica uma das músicas que muitas vezes ouvi...
Este foi o último concerto do Zé Leonel, uma semana antes de morrer. Não paraste de lutar até ao fim...
Nós não deixaremos de lutar!
O último tema escrito por Zé Leonel...tocado por Ex-votos e amigos do músico.
R.I.P. Zé Leonel...até sempre!
Vou, mas volto! (com melhores notícias, espero eu...)
Volto por uma razão triste. Volto para lembrar e homenagear uma pessoa que morreu ontem (21/04/2011). Refiro-me ao Zé Leonel (co-fundador dos Xutos e Ex-Votos).
Faço questão de relembrar este músico aqui no meu blogue porque foi um daqueles músicos que eu comecei a ouvir e que contribuiu para que até hoje eu continue a ser um grande admirador da música.
Infelizmente nunca vi nenhum concerto dele ao vivo.
Aqui fica uma das músicas que muitas vezes ouvi...
Este foi o último concerto do Zé Leonel, uma semana antes de morrer. Não paraste de lutar até ao fim...
Nós não deixaremos de lutar!
O último tema escrito por Zé Leonel...tocado por Ex-votos e amigos do músico.
R.I.P. Zé Leonel...até sempre!
Vou, mas volto! (com melhores notícias, espero eu...)
quarta-feira, 23 de março de 2011
( .....................................................................)
E pronto, Portugal encontra-se entre parêntesis!!!
(PORTUGAL)
Pelos vistos, os políticos nacionais assumiram a incompetência que todos eles, ou grande parte deles, têm em gerir este pequeno país à beira mar plantado.
Não serão bons tempos os que se avizinham, não não...
Vou, mas volto!
(PORTUGAL)
Pelos vistos, os políticos nacionais assumiram a incompetência que todos eles, ou grande parte deles, têm em gerir este pequeno país à beira mar plantado.
Não serão bons tempos os que se avizinham, não não...
Vou, mas volto!
segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011
O regresso...
Comecei novamente a jogar futebol (futsal)...após uma lesão (mais uma!) prolongada.
Aquela sensação de pesar mais de 100Kg!!! Incrível...
Vou, mas volto!
Aquela sensação de pesar mais de 100Kg!!! Incrível...
Vou, mas volto!
domingo, 13 de fevereiro de 2011
[2] E o poema da semana é...
Cântico Negro
"Vem por aqui" - dizem-me alguns com os olhos doces
Estendendo-me os braços, e seguros
De que seria bom que eu os ouvisse
Quando me dizem: "vem por aqui!"
Eu olho-os com olhos lassos,
(Há, nos olhos meus, ironias e cansaços)
E cruzo os braços,
E nunca vou por ali...
A minha glória é esta:
Criar desumanidade!
Não acompanhar ninguém.
- Que eu vivo com o mesmo sem-vontade
Com que rasguei o ventre à minha mãe
Não, não vou por aí! Só vou por onde
Me levam meus próprios passos...
Se ao que busco saber nenhum de vós responde
Por que me repetis: "vem por aqui!"?
Prefiro escorregar nos becos lamacentos,
Redemoinhar aos ventos,
Como farrapos, arrastar os pés sangrentos,
A ir por aí...
Se vim ao mundo, foi
Só para desflorar florestas virgens,
E desenhar meus próprios pés na areia inexplorada!
O mais que faço não vale nada.
Como, pois sereis vós
Que me dareis impulsos, ferramentas e coragem
Para eu derrubar os meus obstáculos?...
Corre, nas vossas veias, sangue velho dos avós,
E vós amais o que é fácil!
Eu amo o Longe e a Miragem,
Amo os abismos, as torrentes, os desertos...
Ide! Tendes estradas,
Tendes jardins, tendes canteiros,
Tendes pátria, tendes tectos,
E tendes regras, e tratados, e filósofos, e sábios...
Eu tenho a minha Loucura !
Levanto-a, como um facho, a arder na noite escura,
E sinto espuma, e sangue, e cânticos nos lábios...
Deus e o Diabo é que guiam, mais ninguém.
Todos tiveram pai, todos tiveram mãe;
Mas eu, que nunca principio nem acabo,
Nasci do amor que há entre Deus e o Diabo.
Ah, que ninguém me dê piedosas intenções!
Ninguém me peça definições!
Ninguém me diga: "vem por aqui"!
A minha vida é um vendaval que se soltou.
É uma onda que se alevantou.
É um átomo a mais que se animou...
Não sei por onde vou,
Não sei para onde vou
- Sei que não vou por aí!
poema de José Régio
Vou, mas volto!
"Vem por aqui" - dizem-me alguns com os olhos doces
Estendendo-me os braços, e seguros
De que seria bom que eu os ouvisse
Quando me dizem: "vem por aqui!"
Eu olho-os com olhos lassos,
(Há, nos olhos meus, ironias e cansaços)
E cruzo os braços,
E nunca vou por ali...
A minha glória é esta:
Criar desumanidade!
Não acompanhar ninguém.
- Que eu vivo com o mesmo sem-vontade
Com que rasguei o ventre à minha mãe
Não, não vou por aí! Só vou por onde
Me levam meus próprios passos...
Se ao que busco saber nenhum de vós responde
Por que me repetis: "vem por aqui!"?
Prefiro escorregar nos becos lamacentos,
Redemoinhar aos ventos,
Como farrapos, arrastar os pés sangrentos,
A ir por aí...
Se vim ao mundo, foi
Só para desflorar florestas virgens,
E desenhar meus próprios pés na areia inexplorada!
O mais que faço não vale nada.
Como, pois sereis vós
Que me dareis impulsos, ferramentas e coragem
Para eu derrubar os meus obstáculos?...
Corre, nas vossas veias, sangue velho dos avós,
E vós amais o que é fácil!
Eu amo o Longe e a Miragem,
Amo os abismos, as torrentes, os desertos...
Ide! Tendes estradas,
Tendes jardins, tendes canteiros,
Tendes pátria, tendes tectos,
E tendes regras, e tratados, e filósofos, e sábios...
Eu tenho a minha Loucura !
Levanto-a, como um facho, a arder na noite escura,
E sinto espuma, e sangue, e cânticos nos lábios...
Deus e o Diabo é que guiam, mais ninguém.
Todos tiveram pai, todos tiveram mãe;
Mas eu, que nunca principio nem acabo,
Nasci do amor que há entre Deus e o Diabo.
Ah, que ninguém me dê piedosas intenções!
Ninguém me peça definições!
Ninguém me diga: "vem por aqui"!
A minha vida é um vendaval que se soltou.
É uma onda que se alevantou.
É um átomo a mais que se animou...
Não sei por onde vou,
Não sei para onde vou
- Sei que não vou por aí!
poema de José Régio
Vou, mas volto!
quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011
E o poema da semana é...
O sorriso
Creio que foi o sorriso,
sorriso foi quem abriu a porta.
Era um sorriso com muita luz
lá dentro, apetecia
entrar nele, tirar a roupa, ficar
nu dentro daquele sorriso.
Correr, navegar, morrer naquele sorriso.
poema de Eugénio de Andrade
Vou, mas volto!
Creio que foi o sorriso,
sorriso foi quem abriu a porta.
Era um sorriso com muita luz
lá dentro, apetecia
entrar nele, tirar a roupa, ficar
nu dentro daquele sorriso.
Correr, navegar, morrer naquele sorriso.
poema de Eugénio de Andrade
Vou, mas volto!
domingo, 23 de janeiro de 2011
Politiquices...
Finalmente terminaram as campanhas medíocres e as as eleições presidenciais...Todos os candidatos muito medíocres. Mas mesmo assim, fui votar. Tinha que deixar a minha opinião...
E ganhou a...abstenção, com 53,4%!
A ajudar a esta alta abstenção, para além do desinteresse de muitos (que deveria ser demonstrado votando e não o contrário...), foi a falta de clarificação para aqueles que já possuem cartão do cidadão. Tudo porque com o cartão do cidadão, o número de eleitor alterou e para muitos o local de voto também. Os meios para saber o novo número existiam mas muito mal divulgados antes das eleições.
Porque é que a comunicação social não é usada para ajudar a divulgar estas alterações e também como deverão proceder as pessoas? Isto claro, alguns dias antes do dia das eleições e não no próprio dia...
Enfim, nada de novo. Organização à portuga.
vou, mas volto!
E ganhou a...abstenção, com 53,4%!
A ajudar a esta alta abstenção, para além do desinteresse de muitos (que deveria ser demonstrado votando e não o contrário...), foi a falta de clarificação para aqueles que já possuem cartão do cidadão. Tudo porque com o cartão do cidadão, o número de eleitor alterou e para muitos o local de voto também. Os meios para saber o novo número existiam mas muito mal divulgados antes das eleições.
Porque é que a comunicação social não é usada para ajudar a divulgar estas alterações e também como deverão proceder as pessoas? Isto claro, alguns dias antes do dia das eleições e não no próprio dia...
Enfim, nada de novo. Organização à portuga.
vou, mas volto!
terça-feira, 18 de janeiro de 2011
Novas tecnologias...
Vou, mas volto!
domingo, 16 de janeiro de 2011
Cortes salariais
Políticos da nossa praça afirmam que os cortes salariais na função pública é uma "injustiça" porque não foi aplicado...ao setor privado!!!
Cortes salariais na função pública é sempre mau e talvez injusto, mas se fosse aplicado ao privado seria, no mínimo, ridículo. Não vale a pena dizer as razões porque só não as vê quem não quer...
Sugiro que façam como qualquer funcionário do setor privado que esteja insatisfeito. Despeçam-se e vão trabalhar para privado.
Claro, ninguém o faz. Porque será?
Vou, mas volto!
Cortes salariais na função pública é sempre mau e talvez injusto, mas se fosse aplicado ao privado seria, no mínimo, ridículo. Não vale a pena dizer as razões porque só não as vê quem não quer...
Sugiro que façam como qualquer funcionário do setor privado que esteja insatisfeito. Despeçam-se e vão trabalhar para privado.
Claro, ninguém o faz. Porque será?
Vou, mas volto!
segunda-feira, 10 de janeiro de 2011
Não foi o dia, foram os dias...
O Dia Deu em Chuvoso
O dia deu em chuvoso.
A manhã, contudo, esteve bastante azul.
O dia deu em chuvoso.
Desde manhã eu estava um pouco triste.
Antecipação! Tristeza? Coisa nenhuma?
Não sei: já ao acordar estava triste.
O dia deu em chuvoso.
Bem sei, a penumbra da chuva é elegante.
Bem sei: o sol oprime, por ser tão ordinário, um elegante.
Bem sei: ser susceptível às mudanças de luz não é elegante.
Mas quem disse ao sol ou aos outros que eu quero ser elegante?
Dêem-me o céu azul e o sol visível.
Névoa, chuvas, escuros — isso tenho eu em mim.
Hoje quero só sossego.
Até amaria o lar, desde que o não tivesse.
Chego a ter sono de vontade de ter sossego.
Não exageremos!
Tenho efetivamente sono, sem explicação.
O dia deu em chuvoso.
Carinhos? Afetos? São memórias...
É preciso ser-se criança para os ter...
Minha madrugada perdida, meu céu azul verdadeiro!
O dia deu em chuvoso.
Boca bonita da filha do caseiro,
Polpa de fruta de um coração por comer...
Quando foi isso? Não sei...
No azul da manhã...
O dia deu em chuvoso.
Álvaro de Campos, in "Poemas"
Heterónimo de Fernando Pessoa
--------------------
E não concordo nada com o Alberto Caeiro...
Um Dia de Chuva
Um dia de chuva é tão belo como um dia de sol.
Ambos existem; cada um como é.
Alberto Caeiro, in "Poemas Inconjuntos"
Heterónimo de Fernando Pessoa
--------------------
Vou, mas volto!
O dia deu em chuvoso.
A manhã, contudo, esteve bastante azul.
O dia deu em chuvoso.
Desde manhã eu estava um pouco triste.
Antecipação! Tristeza? Coisa nenhuma?
Não sei: já ao acordar estava triste.
O dia deu em chuvoso.
Bem sei, a penumbra da chuva é elegante.
Bem sei: o sol oprime, por ser tão ordinário, um elegante.
Bem sei: ser susceptível às mudanças de luz não é elegante.
Mas quem disse ao sol ou aos outros que eu quero ser elegante?
Dêem-me o céu azul e o sol visível.
Névoa, chuvas, escuros — isso tenho eu em mim.
Hoje quero só sossego.
Até amaria o lar, desde que o não tivesse.
Chego a ter sono de vontade de ter sossego.
Não exageremos!
Tenho efetivamente sono, sem explicação.
O dia deu em chuvoso.
Carinhos? Afetos? São memórias...
É preciso ser-se criança para os ter...
Minha madrugada perdida, meu céu azul verdadeiro!
O dia deu em chuvoso.
Boca bonita da filha do caseiro,
Polpa de fruta de um coração por comer...
Quando foi isso? Não sei...
No azul da manhã...
O dia deu em chuvoso.
Álvaro de Campos, in "Poemas"
Heterónimo de Fernando Pessoa
--------------------
E não concordo nada com o Alberto Caeiro...
Um Dia de Chuva
Um dia de chuva é tão belo como um dia de sol.
Ambos existem; cada um como é.
Alberto Caeiro, in "Poemas Inconjuntos"
Heterónimo de Fernando Pessoa
--------------------
Vou, mas volto!
domingo, 2 de janeiro de 2011
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