segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Uma sugestão..."Uma na Bravo Outra na Ditadura"

"O documentário retrato da geração nascida em Portugal pela revolução de Abril" de André Valentim Almeida.

Já lhe chamaram "geração rasca", outros já lhe chamam a "geração à rasca". Também já ouvi chamar-lhe a "geração ZX Spectrum"...entre outros nomes.

Eu vejo-a como sendo a minha geração.

Não é melhor nem pior que as outras, é diferente.
Em minha opinião, não se podem comparar com a simplicidade que muitas pessoas o fazem. Não sei mesmo se poderão ser comparadas.

Um interessante documentário disponível na web com acesso integralmente gratuito. Vale a pena ver...pelos desta geração e também pelas outras.


Uma na Bravo Outra na Ditadura - parte 1/2 from Andre Valentim Almeida on Vimeo.


Uma na Bravo Outra na Ditadura - parte 2/2 from Andre Valentim Almeida on Vimeo.

Vou, mas volto!

domingo, 24 de outubro de 2010

Fumar, esse (traiçoeiro) grande prazer

Para quem fuma ou fumou perceberá perfeitamente o título deste post. Fumar dá, sem dúvida, um grande prazer a quem o faz.

Fumar um cigarro quando se acaba de beber um café, quando se está a ver a bola, quando se bebe uma cerveja com os amigos, quando se está naquela esplanada à beira mar, quando se espera um transporte público, quando se está a ler, quando se está à varanda, quando se está à janela, quando se vai a conduzir, quando se está a pensar na vida ou então, quando não se está a fazer absolutamente nada. É, de facto, uma traição o cigarro fazer-nos mal quando afinal nos dá tanto prazer.

Todos sabemos o mal que o cigarro nos faz. Quem é que nunca disse: "Vou deixar de fumar!". Mas já repararam que essa afirmação é quase sempre dita quando acabamos de acender um cigarro, quando ele nos está a dar total prazer, sabendo de antemão que aquilo que acabamos de dizer, não vamos cumprir.  É uma afirmação dita de uma forma completamente displicente e nós sabemos que sim, quem o diz e quem ouve.

Foi por isso que deixei de fumar utilizando outra estratégia. Simplesmente, deixei de fumar e convenci-me a mim mesmo que o prazer de fumar não pode ser mais forte que o meu desejo de deixar de fumar. Consegui! Foram 15 anos a fumar meio maço por dia, aproximadamente.
Não o fiz por alguma razão em especial. Fi-lo, simplesmente, porque queria deixar de fumar. Porquê fumar como fazia?

Ainda não passei muito tempo sem fumar (apenas 2 meses), mas já posso afirmar que não voltarei  a fazer como fazia até então. Digo-o desta forma porque não me tornarei um fundamentalista do tabaco e nunca direi nunca à possibilidade de fumar um cigarro. Porquê fazê-lo? Sei é que não voltarei a ser um fumador.

Como resultado de ter deixado de fumar, passei a sentir-me bem melhor a nível respiratório (quando fumava não sentia qualquer problema, mas a diferença é considerável), o olfacto e o paladar melhoraram substancialmente, a roupa deixou de feder a tabaco quando acordo e passei a poupar 60€ por mês (aproximadamente). Outros resultados virão...

É um pouco estúpido escrever isto, mas vou fazê-lo na mesma. Foi com algum orgulho que escrevi este texto.

Vai um cigarrinho? Não, obrigado!

Experimentem.

Vou, mas volto!

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

A situação do país chamado Portugal...

...por Frei Fernando Ventura.

Vejam até ao fim...



Algumas afirmações:

"...nós temos uma falta desesperante de líderes."
"...não se pode sonhar TGVs quando o meu povo está a comer nos caixotes do lixo."
"Não posso sonhar com outra ponte sobre o Tejo, se a ponte para o outro que passa fome não está construída"
"Estamos numa barraca com um submarino à porta."

Quem não está de acordo com grande parte do que aqui foi dito?

Vou, mas volto!

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

José Luís Peixoto - "Cal"

"Cal" é o nome do último livro que li, do escritor José Luís Peixoto.

Para quem conhece este grande escritor português, já sabe o que o espera. Quem não conhece, vai sempre a tempo...

"Cal" é composto por contos, por uma peça de teatro e alguns poemas em torno de um tema pouco usual na literatura: a velhice.

Aconselho vivamente, para quem procura algo diferente, ler sobre coisas simples de uma forma única, como José Luís Peixoto sabe muito bem fazer.

Ao lerem este livro vão, com toda a certeza, reviver muitos momentos e acontecimentos das vossas vidas, uns esquecidos e outros, talvez, nunca lembrados...
 
A idade das mãos
O sorriso dos afogados
O homem que está sentado à porta
O grande amor do mudo
O dia de anos
O último dia de todos os Verões
Peça de Teatro: "À Manhã"
Ver a minha avó
A mulher de negro
A viúva junto ao rio

Estes são alguns dos contos que destaco deste livro...

Uma homenagem aos mais velhos, sem dúvida.

Vou, mas volto!

terça-feira, 5 de outubro de 2010

O novo acordo ortográfico da Língua Portuguesa

Certamente, já todos nós discutimos sobre o famigerado novo acordo ortográfico da Língua Portuguesa. Este novo acordo entrou em vigor a 13 de maio de 2009, existindo um período de transição de 6 anos estipulado por lei, o que significa que 2015 é o prazo limite para a adopção oficial da nova ortografia.


Uns discordam deste novo acordo ortográfico porque acham que estamos a rebaixar-nos aos brasileiros. Outros discordam, simplesmente, porque discordam, mesmo sem saberem exatamente de que alterações se está a falar. Outros concordam porque acham que é apenas uma evolução da língua, como já aconteceu no passado. Outros, simplesmente, concordam.

Eu, em grande parte, concordo.

Existem algumas alterações que ainda fazem alguma confusão, nomeadamente, na supressão dos acentos gráficos e na utilização do hífen. Mas, parece-me que se trata apenas de uma questão de adaptação. Nas restantes alterações não encontro qualquer objeção.

AQUI têm algumas explicações sobre o que mudou.

Para os mais corajosos, AQUI têm informação bem mais detalhada.

Por tudo o que aqui foi dito, passarei a adotar o novo acordo ortográfico (correndo o risco de errar).

Deixem a vossa opinião sobre o assunto.

Vou, mas volto!